Não sei porque certos pensamentos surgem do nada. Agora ouvindo uma música do Ed Mota na voz da Maria Gadu e do Tiago Iorc lembrei de tempos remotos da minha vida. Eu tinha uns 13,14 anos e passava um bom tempo em casa, sozinha, assistindo novela e jogando bola na parede. Assim eram minhas noites enquanto o resto da família saía.
Foi assim que eu comecei a escrever, já que minha cabeça fervia de pensamentos confusos e os amigos que eu tinha eram geralmente meninos, da mesma idade que eu, e inevitavelmente despreparados pra me entender. Nessa época eu tinha minhas fitas com músicas gravadas. E esse era meu mundo. Fechado aos outros. E eu me sentia feliz.
Eu via os romances na novela e não tinha sonhos de adolescente em viver aquilo, mas sofria por ver pessoas sofrendo. Ainda que aquilo não passasse de fantasia.
Como eu moro numa cidade pequena, todos os lugares em que morei eu visito com frequência. Acho que nunca lidei bem com essa coisa de passado. Dá angústia pensar. Tanto momentos bons quanto ruins. A maioria dos meus pesadelos acontecem em casas onde já morei. Eu não sei se era pelo jeito fechadão de ser ou algum medo, tipo trauma que eu venha carregando sabe lá desde quando.
Eu tenho uns medos muito doidos. É sério que eu penso que devo ser uma entidade de outro planeta. Tem muitas coisas que acontecem na minha vida e eu não me sinto vivenciando aquilo, eu me vejo como espectadora. Pra se ter idéia, da minha infância eu lembro de como eu era e algumas coisas que marcaram, mas revendo fotos antigas eu não me enxergo ali, naquela pessoa da foto. Estanho, eu sei.
É como se eu visse uma pessoa diferente do que eu sou. Não sei definir se eu era feliz, mas eu tinha meus sonhos, fazia o que tinha vontade. E hoje eu me vejo carregando responsabilidades demais e me divertindo pouco. Meu único prazer tem sido essa vida virtual e não sei precisar até que ponto ela tem sido produtiva. Me rendeu bons amigos e bons vínculos, mas parece ter estagnado boa parte de mim. A vida é estranha, as vezes. E lembrar de como eu era e como e o que me tornei me deixam interrogações. Crise existencial? Nada.. só conflitos, como qualquer pessoa tem.
Foi assim que eu comecei a escrever, já que minha cabeça fervia de pensamentos confusos e os amigos que eu tinha eram geralmente meninos, da mesma idade que eu, e inevitavelmente despreparados pra me entender. Nessa época eu tinha minhas fitas com músicas gravadas. E esse era meu mundo. Fechado aos outros. E eu me sentia feliz.
Eu via os romances na novela e não tinha sonhos de adolescente em viver aquilo, mas sofria por ver pessoas sofrendo. Ainda que aquilo não passasse de fantasia.
Como eu moro numa cidade pequena, todos os lugares em que morei eu visito com frequência. Acho que nunca lidei bem com essa coisa de passado. Dá angústia pensar. Tanto momentos bons quanto ruins. A maioria dos meus pesadelos acontecem em casas onde já morei. Eu não sei se era pelo jeito fechadão de ser ou algum medo, tipo trauma que eu venha carregando sabe lá desde quando.
Eu tenho uns medos muito doidos. É sério que eu penso que devo ser uma entidade de outro planeta. Tem muitas coisas que acontecem na minha vida e eu não me sinto vivenciando aquilo, eu me vejo como espectadora. Pra se ter idéia, da minha infância eu lembro de como eu era e algumas coisas que marcaram, mas revendo fotos antigas eu não me enxergo ali, naquela pessoa da foto. Estanho, eu sei.
É como se eu visse uma pessoa diferente do que eu sou. Não sei definir se eu era feliz, mas eu tinha meus sonhos, fazia o que tinha vontade. E hoje eu me vejo carregando responsabilidades demais e me divertindo pouco. Meu único prazer tem sido essa vida virtual e não sei precisar até que ponto ela tem sido produtiva. Me rendeu bons amigos e bons vínculos, mas parece ter estagnado boa parte de mim. A vida é estranha, as vezes. E lembrar de como eu era e como e o que me tornei me deixam interrogações. Crise existencial? Nada.. só conflitos, como qualquer pessoa tem.