sábado, 31 de julho de 2010

Sonhar é preciso!

Uma das poucas coisas interessantes que me aconteceram foi meu último sonho. Estranho e engraçado demais. A maior parte dele, eu e um amigo fugíamos do Michael Jackson. Sim, o próprio. E aquilo (que parecia ser o Michael) me deu um certo medo. Sei lá, ele tava sombrio.
O que acontece muito nos meus sonhos é parecer uma história. O começo eu vi uma menina sendo esfaqueada, daí eu preocupada resolvi chamar um táxi e levar meu amigo junto, até o hospital.
Ok, seria normal se o carro não fosse um daqueles com apenas dois lugares na frente e 3 passageiros dentro. Resumo: incrivelmente a pessoa que dirigia sentava no meu colo. E eu ainda dei umas xavecadas. Sonho, né!
Quando chegamos no bendito hospital, eu saí do carro e quando olho pra trás vejo meu amigo conversando com o Michael. Tipo o Michael Jackson virou o taxista assim do nada. De repente ele vinha correndo na minha direção e meu amigo correndo dele. Eu sem muita escolha saí correndo também. E ficamos nisso o sonho todo, eu e meu amigo fugindo do Michael. Parecia perseguição de filme de terror. Tipo Jason retorna do inferno pra nos assombrar.
O final, não menos estranho, porém bem mais interessante, sou eu conversando e dando altos pegas numa pessoa que na real nem deve cogitar tal possibilidade. Doce sonho..

All by Myself

Não sei exatamente o motivo desse texto. Na real, nem sei o que escrever. Só queria escrever. Mas nem título eu tinha em mente, daí tô ouvindo a música da Celin Dion e resolvi usar o título.
Tem uma música de algum famoso que eu não me recordo agora que diz: se amar é festa, eu me encontro atualmente em pleno carnaval. E isso não tem sentido algum na minha vida agora. Não vejo graça em festa alguma, só nas de família. Sim. Festa de família. Sei lá, pelo menos as pessoas não me conhecem mesmo e conversam comigo como se eu fosse uma pessoa inteligente e reservada. Dá menos trabalho lidar com quem não faz idéia do que se passa na minha cabeça.
Sério, isso vai parecer um drama e um texto chatérrimo. É, sinto muito, mas sou assim. As vezes me dá agonia que as pessoas esperem tanto de mim. Porra não tô afim de prova nada pra ninguém. Eu não vou mudar o mundo, eu não tenho pretensões milhonárias. Eu só quero paz. Tá me dando uma vontade absurda de ir pra algum lugar bem distante e ficar só.
Tem dias que eu tenho vontade de sair gritando verdades pela rua. Tenho vontade de xingar meio mundo. E não que eu seja temperamental. É que eu canso, como todo mundo. Acho que cansei inclusive de mim.
E essa merda de texto só vai ser publicado porque eu não tenho nada melhor pra postar. Minhas idéias estão fervendo e eu não consigo transformá-las em palavras. Nem isso eu consigo. Meu jogo de video game ao invés de mostrar game over se eu perder, deveria mostrar fracassed. Vai vendo!

Carta de Seth – Cidade dos Anjos

Sou feito de sentimentos, emoções, de luz, de amor.
Sou a voz que você ouve quando pede um conselho,
sou quem te toma nos braços quando necessita,
talvez, agora, enquanto lê essas palavras, eu esteja aí, ao seu lado,
olhando dentro dos seus olhos como quem quisesse enxergar
o que teu coração demonstra,
mais tarde… à noite, quando você se deita…
sou quem nina seus sonhos sentado ao seu lado
esperando você dormir… dizendo que tudo vai ficar bem.
Se ao menos você pudesse me perceber,
se notasse o que sinto ao seu lado…
basta você querer,
basta por alguns instantes esquecer seus problemas,
fechar os olhos, como se nada mais existisse,
me deixe chegar perto de ti… te abraçando…
sinta meu coração batendo ao compasso do teu…
sinta que não está sozinha, nunca esteve!
Apenas esqueceste de olhar mais com os olhos do teu coração…
então abra os olhos… veja os meus… me conheça.
Quem sou eu pra pedir para que me note?
Apenas um anjo que se deixa levar por suas emoções,
que desconhece o que é errado… se entrega, se rende…
vagando por estrelas, nuvens, pelo céu escuro da noite…
olhando pelos outros, despertando amores, anseios,
paz nas almas que fraquejam,
sentado ali de cima olhando você…
te observando… deixando, às vezes, uma lágrima cair
e se fazer uma gota de sereno que te toca os lábios…
lágrima essa por não poder nada mais que apenas te ver…
sentir sem poder tocar.
Manifestando através de pequenas coisas,
como um sorriso sincero nos lábios de alguém que você não conhece,
o toque de uma criança a te fazer carinho,
palavras escritas nas páginas de um livro que te chamam atenção,
palavras que mexem e emocionam o coração ditas do nada,
como um sussurro em seu ouvido…
e se um dia uma brisa leve e suave tocar seu rosto,
não tenha medo,
é apenas minha saudade que te beija em silêncio.
Os humanos têm um hábito muito peculiar
de julgar seus semelhantes por sua aparência,
de rotular pessoas as quais nunca viram…
apenas pelo modo como ela se apresenta…
porém, consigo ver dentro de cada um o que realmente são…
e me assusto algumas vezes em como podem os humanos
deixar-se levarem por embalagens, por invólucros…
deixam de terem muitas vezes ao seu lado verdadeiros tesouros,
amizade sincera, lealdade, companheirismo…
simplesmente por não terem gostado do rosto do indivíduo.
Imagine uma roseira cheia de espinhos,
ninguém acreditaria que dela pudesse brotar uma rosa tão bela,
sensível e delicada.

É do interior que nascem as flores.
Pude conhecer seu interior…
me deparei com uma flor linda…
e com muitas qualidades.
Se preserve assim…
muitas vezes é melhor sermos o que realmente somos…
a viver como as pessoas acham que deveríamos ser…
Não existe ninguém melhor, ou pior que ninguém…
apenas diferentes umas das outras e essas diferenças
são que mostram quem realmente você é.
Fico assim… dizendo as coisas que me aparecem dentro do peito,
contando o que se passa em mim, como se estivesse desabafando…
pois Deus nos fez para cuidar dos outros…
e quem cuidará de nós?
Continuarei aqui…
meio que escondido, ao teu lado, te olhando, te sentindo…
esperando para que um dia você deixe seu coração “olhar” e me ver…
daí, enfim, poderia eu mostrar o quanto você é especial pra mim.
Um poema deixado no ar,
palavras implorando para viver como uma estrela que o dia não vê
e que espera a noite chegar para poder mostrar-se,
a canção de amor que sai da sua boca…
são as coisas que sempre sussurro ao seu coração,
Tento traduzir emoções que nunca senti antes,
algo realmente novo pra mim!!
Paz, atração, paixão, amor,
algo especial…sincero…verdadeiro!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

É o amor!

Não é exatamente o que se espera de um texto intitulado de tal forma, mas é sem dúvida, sobre amor.
Pouquíssimas pessoas sabem desse meu passado, digamos negro, no bom sentido. Meu primeiro ídolo musical: Zezé di Camargo e Luciano. Sim. Isso aí. Fã de sertanejo com orgulho.
Pra se ter uma idéia eu nasci 1987, a imagem (ao lado) que ilustra o texto é referente ao ano de 1991 e foi minha primeira fita cassete. Primeiro contato com música. Presente da minha mãe.
Aos 4 anos de idade eu iniciava minha tendência musical. Das poucas lembranças que eu tenho da minha infância essa é uma muito especial. Me lembro que virei fã da dupla porque eles tinham uma música na novela (Perigosas Peruas, se eu não me engano) e eu adorava tanto a novela quanto a música. Minha mãe, que desde sempre me conhecia bem resolveu me presentear.
Infelizmente minha fita, junto às palavras que minha saudosa mãe fez questão de escrever no verso da capa se perderam nas mudanças que a partida dela trouxe à minha vida. Contudo, é um dos melhores momentos da minha infância. Certamente ficará eterno.
Ainda que hoje eu não seja mais fã de Zezé di Camargo e Luciano, e as fitas cassetes tenham saído de moda.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

certa vez num bar

Numa noite qualquer, como tantas outras em que estive entre amigos num bar; enquanto uns jogavam sinuca outros conversavam num canto. Junto a um amigo, daqueles de longa data, parei um instante e foi como se o tempo congelasse todas as ações exteriores. Ele me disse olhando a cada um dos nossos amigos presentes, que todos tinham uma dor escondida. Dessas dores que a gente por alguma razão, não consegue expressar. Confesso que achei um tanto dramático, entendi que ele tinha bebido demais e estava no auge da fase "deprê".
Dias depois presenciei esse mesmo amigo chorando e revelando temores que me partiriam o coração. Essa impotência diante da dor que é uma sina eterna.
E qualquer um quando o vê nem desconfia. Verá um cara alegre. Que curte festas, tem amigos, tem senso de humor, faz brincadeiras bobas, trabalha, é inteligente, dedicado. Mas carrega dentro de si, dores que pesam toneladas.
Após outras tantas vezes em outros tantos lugares andei reparando nas pessoas e algo me comoveu. Apesar de toda minha insatisfação e de (quase) sempre desacreditar em algo bom, eu tenho visto dor nos olhares alheios. Provavelmente meu amigo tem razão. No fundo todos estão sofrendo. E suas atitudes ou o que parecem demonstrar é só a forma como encontram de não enlouquecerem no vale sombrio do seu sofrimento. Sofrimento que talvez seja até maior que o meu, que estou sempre só de passagem, observando.

Exceções

Eu descobri, embora não sem dor, que grandes pessoas não sobressaem na calmaria. Elas surgem durante a tempestade. E não salvam ninguém, não são heróis. Trata-se de pessoas no sentido mais verdadeiro da palavra. Aquelas que erram e erram mesmo, pra valer. Aquelas que te ferem, mesmo sem querer. Que despertam seu lado mau, seu lado bom e outros tantos que você nem sabia que existiam. São essas pessoas que trazem todo tipo de conflito pra sua vida. Fazem você pensar mil coisas com nenhum sentido lógico e te colocam dúvidas ao invés de dar a resposta esperada. Gente que te coloca pra pensar, pra refletir e ao mesmo, te leva pra tomar sorvete e fofocar um pouco pra distrair.
São humanas. Se comovem, são feríveis, se assustam com violência, se rebelam contra o governo. Xingam vilões de novelas ou filmes, acham graça de tanta idiotice mundana. Não sentem vergonha de mostrar sentimentos, não sentem vergonha do que são. Nem de quem você é e o que representa em sua vida. E no fim das contas, também se sentem solitárias.
Sabe aquela pessoa que parece enxergar a sua alma? Alguém capaz de levar paz num ambiente tenso e dramático. Alguém que te faça sentir importante quando você mesmo se vê como um lixo. Pois é, gente de verdade é sempre uma benção.
Pessoas assim podem até estar em extinção já que tudo tende a banalização, mas é preciso crer nas exceções. E mais do que isso: mostrar-se uma.

sábado, 24 de julho de 2010

Poema (Cazuza)

Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo.

Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou consolo.

Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei, nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim.

De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Não

Não espere que eu seja a solução dos seus problemas.
Não tenho intenção de ser sua cura.
Estou sem condição pra julgamentos,
estou no erro grave do descontentamento.

Não pense que eu me dou mal,
só porque tenho tendência a melancolia,
saiba que é um instinto habitante em mim,
uma espécie de vício ou mania.

Não pense que me importo que você chore,
não,
eu, não mais,
não peça que eu volte atrás.

Não te quero ver triste, mas saber que és feliz me dá angustia,
entenda,
não é querer teu mal,
é só querer-te longe,
de modo a não me causar nenhum desconforto.

Não,
nada de perfeição dos teus contos de fadas,
eu estou longe de ter super poderes,
pare de crer em fadas,
só existe bicho papão por trás das paredes.

Não, eu não sei de mais nada,
que tenha a ver com amor e salvação.
estarei em casa esta noite,
revendo os mesmos rostos no telão.

Leve-me a sério neste instante de revelação,
me convide a um brinde mais tarde,
vamos comemorar a solidão.
ou talvez, não.

Renato Russo

Esse pequeno texto foi escrito por Lucas Damiani e postado numa Comunidade do orkut que homenageia o Renato Russo. Achei inteligente ele misturar trechos de músicas do Legião. Ficou original e a mensagem é bem clara. Segundo o próprio autor, ele escreveu pra ex-namorada. Acontece..

Amor, "Quem me dera, ao menos uma vez, ter de volta" você do jeito que era, mais agora eu ja vejo que "o futuro não é mais como era antigamente", mais eu fiquei feliz e triste "Quando descobri que é sempre só você, que me entende do inicio, ao fim", depois fiquei pensando que "Somos tão jovens", porém pensei "Não foi tempo perdido", e ainda "Temos todo o tempo do mundo" para nós dois !
Depois de brigas e discussões "Me disseram que você estava chorando, e foi então que percebi como lhe quero tanto", depois disso terminamos e pensei "Mais é claro que o sol vai voltar amanha, mais uma vez, eu sei", depois me coloquei no seu lugar e relfeti, "Tem gente que não sabe amar", eu chorei muito mais "Eu sei que um dia a gente aprende". E agora "Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou" e isso me deixa muito mal, e a unica coisa que eu consigo refletir é que "O vento vai levando tudo embora", porém "A vida continua e se entregar é uma bobagem".

boa sorte, "Vai ser dificil sem você!"

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Forever Young? Será?



Música boa não tem rótulo, nem definição. É boa e pronto. Eu, pessoalmente, curto bandas nacionais, mais especificamente dos anos 80. Mas o que eu gosto mesmo são as antiguinhas. Nacionais ou internacionais. Aquelas que com frequência nos fazem pensar na seguinte frase clichê "já não se fazem mais bandas como antigamente". E cá entre nós, é bem verdade.

Dentre algumas que eu adoro está o Alphaville. Escolhi essa música por ter sido marcante e por me emocionar bastante. Sim, pra mim música tem que emocionar, provocar, incitar, mobilizar. O que eu classifico como música ruim são justamente aquelas que ouço e não me dizem nada, não exprimem nada. Sem preconceito, é só uma forma de avaliar o meu gosto. E gosto cada um tem o seu. Se prefere ouvir Restart e/ou derivados, vá em frente. Só não me convide a fazer igual.

Muitas vezes essa discussão de música nos leva a um denominador comum: a falta de conhecimento da obra que gera crítica mal estruturada. Pra criticar um cantor, banda ou dupla é preciso ouvir a música, conhecer a obra. Buscar informação. Senão fica fácil falar mal de bandas que todos falam mal só pra entrar no time dos "cults" e seja lá o que isso signifique.

Eu já parei pra ouvir várias bandas da moda. Já assisti clipe do Justin Bieber, Restart e ouvi Nx Zero, Fiuk, dentre outras. Defendo, com opinião fundamentada no conhecimento prévio que detesto todos. O motivo é simples, eu fui conhecer a obra e ela não me convenceu. Só me pareceu um bando de adolescentes cantando para outros tanto adolescentes tão vazios quanto os que compõem. É de uma medriocridade absurda. Por outro lado, aprecio Jay Vaquer e Fresno, só pra citar alguns. Cito esses dois exemplos como meus argumentos. Se o Jay Vaquer faz uma música incrível sobre amor (é o caso de "Cotidiano de um casal feliz"), por que Nx Zero só consegue sobressair com regravações? (ou alguém acha que "Apenas mais de uma amor" é composta por eles?) Fresno tem letras interessantes, são modernas, para o jovem moderno, os arranjos e a melodia são expressivos, tendem para a sensibilidade.

Pra mim, o problema de ambos, tanto dos críticos, quanto dos fãs é a limitação erronea. No meu caso, eu gosto de músicas antigas. Mas isso não me impede de ouvir bandas atuais. Pelo contrário, é um mecanismo de comparação. A meu ver as bandas atualmente, tanto no contexto nacional quanto internacional passam por uma fase de declínio. Perdeu-se a qualidade e prioriza-se a comercialização. As letras são fáceis e a mensagem passada é banal. Senso comum. O pouco que foge a isso muitas não tem espaço na mídia, ficando a mercê da popularização através de seus admiradores. Música independente é um risco, uma alternativa perigosa e incerta. Ainda assim, funciona como opção para sair da mesmice das massas, da mesma repetição de refrões vagos e inúteis.

A escolha do vídeo é um complemento ao texto. Uma música que fala de juventude, de permanecer eternamente jovem. Por que uma dessas bandas (ou cantores) da moda não elaboram uma letra que mostre o jovem de hoje e se ele ainda nutre o sentimento de querer ser jovem pra sempre? Fica a dica!

domingo, 11 de julho de 2010

Sobre muitas coisas

No meu trabalho eu já vi muita coisa engraçada, diferente, estranha até. Algumas marcaram, outras serão esquecidas. Alguns acertos, muitos erros. Eu lido diretamente com pessoas. Inteligentes, burras. Ricas, pobres. Negras, brancas, amarelas. Pessoas. Algumas delas eu provavelmente agrado, outras nem tanto. Boa parte provavelmente não. Já fiz grandes amigos através do meu trabalho e com certeza criei antipatias por alguma razão.

Todos os dias eu vejo tanta gente diferente que aprendi a lidar, aprendi a identificar seus momentos. Algumas dessas pessoas eu já vi extremamente arrasadas e como dizem, os olhos condenam sim. Muitas vezes eu tive vontade de me aproximar e oferecer uma palavra de conforto, um ombro amigo. Algumas vezes eu fiz, mas poderia ter feito mais.

Tem dias em que eu noto a expressão de cansaço nesses rostos que pra mim são tão familiares. Já presenciei briga de casais, brigas de amigos, namorados. Já presenciei até paqueras.

Uma vez por causa de um simples vídeo que eu publiquei pra uma senhora, despertei a gratidão numa garota em Londres. Pequenos momentos assim em que eu me senti uma grande pessoa. Deu aquela sensação de poder fazer algo por alguém.

Muitas pessoas me perguntam sobre o meu futuro, meus planos. Acho que as vezes quando estamos tão fixados num objetivo egoísta, como quando estamos apaixonados e só fazemos planos a dois, ou quando almejamos um ótimo emprego e nossa vida se resume a isso. O resto do mundo desaparece e nos fixamos nessa limitação de planos, sonhos.

Isso pode até parecer clichê e dane-se, que seja. A vida é curta mesmo. Há meses eu vivia viajando de uma cidade a outra pra estudar. E pensava comigo toda noite, olhando o céu estrelado que aquela poderia ser minha última viagem. Será que todas as pessoas importantes na minha vida saberiam o quanto eu as amava? Muitas vezes eu briguei com alguém e logo me arrependia por medo de perder a pessoa naquele momento ruim entre nós.

Por essas e outras eu me pego pensando que a única coisa valiosa na vida é o que fazemos pelo outro. Nada de pregação religiosa, de amor ao próximo. Nem essa baboseira de fazer o bem e ganhar o paraíso. Não é isso. É que não existe dinheiro ou riqueza que pague essas pequenas alegrias do dia-a-dia em promover algo bom na vida de alguém.

Não sei se estou no auge da loucura ou da viagem nos meus insanos e filosóficos pensamentos, mas eu trocaria amores e luxo por um bem maior.

Acho que não vim ao mundo por acaso, nem pra ser igual a essa maioria tão superficial. Eu gosto de ver a essência das pessoas. E gosto de ser essência também.

sábado, 3 de julho de 2010

Assunto de criança...

Criei uma lista de desenhos e programas infantis que marcaram minha infância (não que eu esteja na velhice) e alguns que permanecem até hoje.

Power Rangers -
A primeira temporada foi sem dúvida a melhor. Palavra de quem continuou acompanhando e se decepcionou. O começo da história foi sucesso absoluto com direito a lançamento de bonequinhos dos Rangers, cada um de uma cor (correspondente às cores originais de cada Ranger no desenho). Todos na escola, nas brincadeiras queriam o poder de "Morfar" e se trasnformar num Power Ranger com super habilidades.

Scoob Doo -
O cachorro mais vip dos desenhos animados. E o mais medroso também. Scoob e seu inseparável amigo Salsicha já viraram até filme, além de reprises de episódios devido ao grande sucesso das histórias para desvendar os casos "sobrenaturais".


Família Adams -
Podia ser a Família monstro também. O engraçado é a caricatura e o bom humor. Aparentemente parecem góticos e sádicos. Mas no fundo são amorosos preocupados em proteger a família.


Os Simpsons -
Essa é a FAMÍLIA mais problemática dos desenhos animados. Homer Simpson é um fracasso total e aí que está a graça. Nas peripécias (todas em vão) na tentativa de se dar bem, protagonizadas pelo patriarca dessa família pra lá de exêntrica. Bart e Liza são os heróis modernos mais hilários.


Pink e Cérebro - A história é idiota de tão simples: dois ratinhos bolando planos mirabolante, para "tentar dominar o mundo" (frase-jargão do cérebro). Só que um é um bobão pau-mandado e o outro é o "cabeça", o responsável por tramar as furadas em que os dois se metem. Hilário e de certo modo, fofo.

Popeye - O marinheiro que ganha força comendo espinafre poderia ser mais uma história patética de desenho infantil dos EUA. Mas poucos sabem a retratação de um dos momentos históricos mais comentados, a chamada Guerra Fria. De um lado temos na figura do Brutos a representação de União Soviétiva, forte, mas burra. Do outro, o humilde popeye, inteligente e perspicaz que sempre se dá bem e conquista a mocinha da história, Olívia Palito.


Thundercats - Uma mistura de humanos com felinos é a aparência desses heróis. A história se baseia na luta do feiticeiro demoníaco mumificado chamado Mumm-Ra para adquirir o Olho de Thundera. Através da Espada Justiceira é possível invocar a marca dos thundercats e também restaurar sua força (me lembrou um pouco HP e a marca dos Comensais de Morte). Entre os personagens principais estão: o lorde dos ThunderCats, Lion e os ThunderCats Cheetara, Panthro, Tygra, WilyKit, WilyKat e Snarf.


Família Dinossauro - O chatonildo baby e sua célebre frase "não é a mamãe" são inesquecíveis. Dino e suas tentativas frustradas de matar a sogra. No mais, brigas entre irmãos, discussões de casal. Tudo muito humano nesta simpática família de dinossauros.

Caverna do Dragão - Esse sempre foi meu preferido. Meste dos Magos é o cara! Figura misteriosa. Parecia um duende num Reino estranho. Eu ficava frustrada ao fim dos episódios quando eles mais uma vez não conseguiam voltar pra casa. Eric e sua infantilidade algumas vezes irritante e em outras, divertidíssima.

Castelo Rá-Ti-Bum - Como esquecer Morgana e Dr. Vitor? Os tios de Nino que viviam no Castelo incrível cercado de magia. Essa história de feitiçaria lembra um pouco Harry Potter só que de modo mais educativo. É um dos desenhos mais conceituados da história dos programas infantis.


Quem nunca assistiu um epísódio de Chaves definitivamente não teve infância. Sempre no SBT, Chaves é clássico. Meu personagem preferido era o seu Madruga que fazia o típico malandrão fudido. São inesquecíveis: Dona Florinda e seu romance "água com áçucar" com o Prof. Girafales. O choro inconfundível da Chiquinha. Kiko, Bruxa do 71. E o próprio Chaves.



Chapolin é o super-herói mais comédia da história. Todo atrapalhado e contando mais com a sorte do que com suas habilidades, ele acaba se dando bem. Alguns episódios muito engraçados marcavam o medo absurdo que o "herói" tinha dos "monstros" que enfrentava.


He-man - Príncipe Adam que vira o super forte He-man. Eu gostava mesmo era do Gato Guerreiro. E sempre achei que He-man queria dar uns pegas na She-ra.


Jaspion, eu imagino que tenha sido o precursor dos power rangers (não sei ao certo quem veio antes). Uma espécie de Robocop um pouco mais jovem.


Os Flintstones - O "homem da da Idade da Pedra" como um ser sentimental (quase um emo). Ainda desconfio que Fred e Barney tinham um caso não assumido e que rolava troca de casais. (Imaginação fértil de uma mente um pouco maldosa)


A Turma da Mônica - As atrapalhadas aventuras de Mônica e seus amigos. Cebolinha que troca o "r" pelo"l". O Cascão que não gosta de tomar banho. Magali que adora melancia. Além da exêntrica e temperamental Mônica.


Capitão Planeta e seus pupilos sempre defendiam o meio ambiente, a natureza. Bem educatido, o herói que surgia da união de terra, fogo, água, vento e coração. (?)


Looneytunes - Papaléguas, piu-piu, frajola, pernalonga (meu preferido) e cia. Desenhos bobinhos e divertidos. Até hoje crianças morrem de rir com eles.


Zé colméia e Catatau eram dois ursos tão simpáticos e estilosos.

Heróis da Marvel - Homem-aranha, o famoso Peter Parker. O incrível Hulk (que de incrível só tem o nome). Capitão América, o personagem de desenho mais norte-americado do mundo. Os outros eu realmente não lembro ou não acompanhava tanto.


Animaniacs - Nunca entendi qual a finalidade do desenho e confesso que não lembro direito do que se tratada. Só sei que eram três e eu achava eles engraçadinhos.


Pato Donald - Aquela voz sensual dele conquista qualquer um.
Tico e Teco - Os Esquilos mais inteligentes da TV.


















Tio Patinhas - Sempre ganancioso, tinha seu charme.

O "romance" de Mickey e Minnie e o afeto com o cachorro (ultra mega inteligente) Pluto.


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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Adeus Hexa!

Pois é, não foi dessa vez Brasil. A Copa de 2010 não é nossa. Nem a linda (?) taça. Mas não há motivo de choro, afinal, é SÓ um evento do futebol mundial. Os EUA, por exemplo, desclassificados há mais tempo nem se chateiam. Afinal, o forte deles são outras modalidades (Olimpíadas vem aí).

O fato do país ganhar ou não uma Copa do Mundo não muda nada na vida de ninguém. Nós (brasileiros) só não podemos (POR ENQUANTO) soltar o grito de Hexacampeão nem fazer aquele carnaval. Mas calma, 2014 tem mais. Agora imagina uma vitória em casa? Isso sim vai ser comemoração.

No mais, achei a participação do Brasil, boa. Não teve uma goleada considerável, nem o futebol arte que muita gente espera, mas de modo geral não foi ruim. Certamente os metidos a sabichões vão dizer que faltaram os craques. Faltou isso, aquilo. Agora, com o resultado negativo, criticar será de praxe.

Pra mim não faltou nada. O Brasil jogou o que sabia, se errou foi na tentativa de acertar. Se Dunga deveria mesmo ter levado os "meninos do Santos", aí é outro papo. Talvez com eles a seleção chegasse mais longe, quem sabe até venceria essa Copa. Ou não.

O fato é que o Brasil não venceu essa Copa de 2010. Mas ninguém tem que ser crucificado por isso.