Acordei de sobresalto com o barulho do telefone. Não era seu número. Do outro lado não ouvi sua voz. O que me dizia a pessoa, quase não lembro. Me convidava a alguma nova festa, provavelmente. E eu mal conseguia me levantar. Pouco se passou e chegou uma mensagem. Todo meu corpo enfermo e as palavras beiravam a mediocridade. Nova festa. Queriam tanto minha presença que me senti importante durante uns segundos. Todavia, lembrei quem eu era. Pensei nas frases ditas nos momentos de raiva. É. Eu sou cruel quando quero. Sei ser assim. Mas os outros.. bom eles vivem imaginando que me conhecem. Você sabe.
Levantei com pressa. O banho quase de descarrego, me esperava. Eu precisava. Concluí que minha memória falhara na noite passada. Ouvi esporros. E depois, tive carinho. Me senti um animalzinho de estimação. Desses de madame. Bem tratado. Alimentado o suficiente. No fim, um animal como outro. Que dão comida pra domesticar.
Eu que sempre me mostrei tão rebelde, acabei virando molde de alguma coisa inacabada. Ressaca moral, anormal. Os machucados perfuraram não só a pele. Mas também minha cabeça, meu ego ferido. Não quero mais porres. Prefiro a mente sã. Prefiro saber das coisas. Prefiro ser quem comanda. Quem se revolta, sempre tendo razão.
domingo, 19 de setembro de 2010
Tarde de Ressaca
Oasis, Coldplay.. madrugada.
Se você consegue ouvir Oasis ou Coldplay na madrugada e se sentir bem, sou sua fã. Eu não consigo. Acho lindas as músicas, é verdade. Mas me bate aquela fossa bendita que pertuba.
Era só o que queria dizer. Melhor.. escrever. Qualquer dia, digo, pessoalmente. Pra quem merecer ouvir. Talvez numa próxima vida eu diga ao pé do ouvido. Soletre a letra de uma música bem bonita. Ou cante em voz sussurrada, com toda sonoridade cabível, as notas de um louco sentimento ardente.
Até lá, só ouvir essas "músicas de fossa" vão destruir qualquer resquício de sanidade que eu ainda tentar manter.
o que é a vida
É.
Não vamos falar de amor.
Mas só por hoje.
Me recuso.
Passo mal.
Álcool demais provoca isso.
Amor demais também.
Errei.
Quis dizer,
Qualquer exagero dá merda.
Errado, de novo.
Exagero gera consequência.
Eu assumo as minhas. Você?
Pois é.
Parece que tudo se resume a emoções.
Sem isso, a vida seria o que?
Um carro desgovernado.
Parado, sem vida.
A vida é um trem louco, em movimento.
Vida é movimento.
O que não tira seu chão e faz estremecer.
Aí, meu irmão.
Não é vida, é fingimento.
Não vamos falar de amor.
Mas só por hoje.
Me recuso.
Passo mal.
Álcool demais provoca isso.
Amor demais também.
Errei.
Quis dizer,
Qualquer exagero dá merda.
Errado, de novo.
Exagero gera consequência.
Eu assumo as minhas. Você?
Pois é.
Parece que tudo se resume a emoções.
Sem isso, a vida seria o que?
Um carro desgovernado.
Parado, sem vida.
A vida é um trem louco, em movimento.
Vida é movimento.
O que não tira seu chão e faz estremecer.
Aí, meu irmão.
Não é vida, é fingimento.
Desprender-se e praticar o bem!
Tanto tempo sem escrever. Nada de idéias, motivações para tanto. O máximo com palavras que tenho me arriscado são matérias pro jornal local. Tô investindo na profissão que no momento, parece mais sensato a ser feito.
Hoje, tenho motivos pra crer em coisas boas pra mim. Talvez eu encontre uma ótima razão pra sorrir e tenho sorrido, me divertido a valer.
Tenho tomado porres e mais porres, parece que minha vida é assim. Curtição e só. Sem culpas, arrependimentos. Sem lágrimas.
Uma vez eu sofri uma grande perda na minha vida e tudo que eu consegui demonstrar, ficou guardado em algum lugar dentro. E nenhum ser desse ou de qualquer outro mundo vai saber o que eu senti. Me vejo novamente nesse abismo. E acredite, não estou mal.
Lidar com velhas sensações é de praxe. Me saio bem, sou mais forte que a maioria. E vou ficar bem. Porque decidi assim. Só praticando o desprendimento. O não precisar. Não depender. Quero nada da vida ou de alguém. Não se trata de revolta. É apenas libertaçao.
Tenho achado as pessoas cada dia mais interessantes. Olho com atenção. Ouço-as com atenção. Sorrio, se possível, com sinceridade. E tento de alguma forma, trazer algo de bom na vida delas. Se isso não é praticar o bem, não sei então o que é.
Hoje, tenho motivos pra crer em coisas boas pra mim. Talvez eu encontre uma ótima razão pra sorrir e tenho sorrido, me divertido a valer.
Tenho tomado porres e mais porres, parece que minha vida é assim. Curtição e só. Sem culpas, arrependimentos. Sem lágrimas.
Uma vez eu sofri uma grande perda na minha vida e tudo que eu consegui demonstrar, ficou guardado em algum lugar dentro. E nenhum ser desse ou de qualquer outro mundo vai saber o que eu senti. Me vejo novamente nesse abismo. E acredite, não estou mal.
Lidar com velhas sensações é de praxe. Me saio bem, sou mais forte que a maioria. E vou ficar bem. Porque decidi assim. Só praticando o desprendimento. O não precisar. Não depender. Quero nada da vida ou de alguém. Não se trata de revolta. É apenas libertaçao.
Tenho achado as pessoas cada dia mais interessantes. Olho com atenção. Ouço-as com atenção. Sorrio, se possível, com sinceridade. E tento de alguma forma, trazer algo de bom na vida delas. Se isso não é praticar o bem, não sei então o que é.
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