segunda-feira, 30 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
O Taxista João
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Era um fim de tarde como outro qualquer em qualquer capital. João, o taxista, tentava não ceder a fúria de raiva que o consumia. No banco de trás, um casal olhava pela janela. Cada um, numa ponta no banco. Silêncio. Nenhum dos dois se olhava, somente o taxista, aflito, observava-os. Ansiava por uma brecha entre os carros afim de que chegasse logo. A corrida ficaria cara e nem isso o animava. Precisava chegar em casa. Há dias não via a mulher que chegara naquele dia, de uma longa viagem. Ela já havia ligado várias vezes a procura dele. Certamente pediria o divórcio, pensou. Ela era uma médica bem sucedida. Nem de longe, o biotipo de mulher do lar.
João olhou atentamente os dois jovens pelo retrovisor. Ligou o som do carro e colocou Cindy Lauper pra amenizar o clima. Olhou o sinal: fechado. Ao que parecia a música havia suavizado a discussão do casal, que começava a se entre-olhar discretamente. O taxista, saudoso, sorriu mais para si e em seu pensamento surgiram lembranças. Abaixando um pouco os olhos para a aliança contemplando-a sentiu-se confiante e decidido.
Logo que chegou ao local final daquela corrida, recebeu dos passageiros e os observou caminharem de mãos dadas. Deu a partida com o táxi e pensou se passaria numa floricultura ou outra loja qualquer. A volta da esposa poderia ser um alerta de perigo. Mas era, antes de mais nada, uma deixa para surpreendê-la. E assim o fez.
(...)
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
locomove
A locomotiva se move
por onde passa
deixa seus rastros
o trem deixa fumaça
a locomotiva, louca
o trem, ultrapassa
o velho com cigarro de palha
acha graça
e tudo continua o mesmo
moral da formiga e da cigarra
a locomotiva leva o trabalho
o trem, o passageiro e o fermento
tudo jogado ao vento
junto as traças
do corpo vencido pelo cansaço
enquanto o velho pita um maço
o moço na calçada
comenta sobre o novo palhaço
o herege do povo
não vê a filha com o namorado
aos amassos
tudo num laço
de navalha fatal
cortes e mais cortes
de dentro pra fora,
fora e dentro
esperam, ansiosos,
só a morte
alívio de tanto tormento.
por onde passa
deixa seus rastros
o trem deixa fumaça
a locomotiva, louca
o trem, ultrapassa
o velho com cigarro de palha
acha graça
e tudo continua o mesmo
moral da formiga e da cigarra
a locomotiva leva o trabalho
o trem, o passageiro e o fermento
tudo jogado ao vento
junto as traças
do corpo vencido pelo cansaço
enquanto o velho pita um maço
o moço na calçada
comenta sobre o novo palhaço
o herege do povo
não vê a filha com o namorado
aos amassos
tudo num laço
de navalha fatal
cortes e mais cortes
de dentro pra fora,
fora e dentro
esperam, ansiosos,
só a morte
alívio de tanto tormento.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Olá, Democracia!
Dilma Rousseff, do PT, José Serra, do PSDB, e Marina Silva, do PV, discutiram, entre outros assuntos, reforma política, educação, saneamento e reforma tributária.
Promovido pela Folha de São Paulo juntamente com o site Uol, o debate foi exibido ao vivo para milhões de internautas.
Dividido em 6 blocos, com intervalos de 5 minutos. Além de perguntas entre si, os candidatos responderam perguntas de internautas e de jornalistas.
Sem dúvida, um marco na história das coberturas de Eleições e certamente o início desse importante advento da web como ferramenta de Comunicação mais democrática. Isso porque, a legislação brasileira ainda permite certa "liberdade" no mundo virtual. Mais que em outros veículos, como emissoras que promovem debates tendenciosos.
Quem acompanhou o debate e já tinha um pensamento formado, ganhou mais argumentos para defender seu candidato. Os indecisos, possivelmente foram instigados a pensarem melhor na tão temida escolha. E os contrários e decididos pelo voto nulo ou branco, se divertiram bastante.
O saldo, contudo, é positivo para todos. Ponto pela iniciativa em promover um debate público dessa grandeza. Ponto para a interatividade. Internautas (pessoas comuns, sem nenhum vínculo com candidatos, partidos, ou mesmo censura), puderam fazer perguntas das mais diferentes e inesperadas. Assuntos polêmicos, como a legalização do aborto, levados à discussão.
Há de se enxergar como um alerta para a importância da inclusão digital diretamente ligada a democratização na comunicação.
Como eu vejo o mundo
Tá, é uma idiotice isso e ninguém vai ler. Mas vou fingir que é meu diário virtual e colocarei todas as minhas emoções no sentido de cada palavra.
Pois é, quanto mais conheço as pessoas, mais gosto... ops, sem revolta nesse texto. Eu tô tentando parar. Juro.
É tudo tão chiclê e tão óbvio que dá desânimo bater na mesma tecla. O quanto as pessoas podem surpreender. Eu acho uma hipocrisia dizer que não espera nada de ninguém. As vezes eu digo isso, mas é da boca pra fora. Quando eu gosto, eu quero ser correspondida. E todas as pessoas "normais" que eu conheço, são assim. (Masoquistas estão fora desse grupo)
Traição é sacanagem, mas é perdoável. No fundo, todo mundo só dá valor nas pessoas erradas. Se você não bate (sem sentido pejorativo), vão bater em você. E por aí vai essa merda toda, pior que ditado popular.
Se relacionamento fosse fácil ninguém discutia tanto. Se amor fosse definível, algum poeta genial teria dado definição. Só que a vida é mais que isso.
(UAU! Que descoberta!)
Se você só ama a pessoa errada, para de tentar amar outra pessoa e começe amando a si próprio. Não deu certo com um(a), calma, outros(as) virão. Ninguém morre de coração partido. Mágoa também não mata.
Pra que tanto ódio no coração, gente? Além de não mudar a merda que pode estar sua vida amorosa, também não fará ninguém se apaixonar por você. Muito pelo contrário. Ninguém quer consigo, um ser que só sabe reclamar e lamentar. Procura um psicológo que é mais viável.
Ser vítima da situação não leva a nada. Reage, porra! Ninguém merece gente conformada e acomodada. A vida é ação!
Então pra concluir, antes que eu me empolgue demais, eu vejo um mundo de gente chorando desilusões e esquecendo o principal: delas mesmas. Se você não fizer por você, quem vai fazer? O Chapolin Colorado que não.
A-T-I-T-U-D-E.
Pois é, quanto mais conheço as pessoas, mais gosto... ops, sem revolta nesse texto. Eu tô tentando parar. Juro.
É tudo tão chiclê e tão óbvio que dá desânimo bater na mesma tecla. O quanto as pessoas podem surpreender. Eu acho uma hipocrisia dizer que não espera nada de ninguém. As vezes eu digo isso, mas é da boca pra fora. Quando eu gosto, eu quero ser correspondida. E todas as pessoas "normais" que eu conheço, são assim. (Masoquistas estão fora desse grupo)
Traição é sacanagem, mas é perdoável. No fundo, todo mundo só dá valor nas pessoas erradas. Se você não bate (sem sentido pejorativo), vão bater em você. E por aí vai essa merda toda, pior que ditado popular.
Se relacionamento fosse fácil ninguém discutia tanto. Se amor fosse definível, algum poeta genial teria dado definição. Só que a vida é mais que isso.
(UAU! Que descoberta!)
Se você só ama a pessoa errada, para de tentar amar outra pessoa e começe amando a si próprio. Não deu certo com um(a), calma, outros(as) virão. Ninguém morre de coração partido. Mágoa também não mata.
Pra que tanto ódio no coração, gente? Além de não mudar a merda que pode estar sua vida amorosa, também não fará ninguém se apaixonar por você. Muito pelo contrário. Ninguém quer consigo, um ser que só sabe reclamar e lamentar. Procura um psicológo que é mais viável.
Ser vítima da situação não leva a nada. Reage, porra! Ninguém merece gente conformada e acomodada. A vida é ação!
Então pra concluir, antes que eu me empolgue demais, eu vejo um mundo de gente chorando desilusões e esquecendo o principal: delas mesmas. Se você não fizer por você, quem vai fazer? O Chapolin Colorado que não.
A-T-I-T-U-D-E.
Madrugada de Insônia
Eu não sei bem o motivo, mas é de madrugada que eu penso mais. Eu "funciono" melhor. Posso ter passado o dia sem entender algo que chega essa hora consigo enxergar de outra forma. Quantas noites eu não dormi e pude ver o dia amanhecendo. E olha que nunca foi falta de cansaço. Talvez excesso dele. Mas é cansaço das tolices diárias. Compromissos chatos que esse mundo capitalista e "funcional" nos obriga.
Admito, faço isso mais em momentos ruins que bons. Hoje é uma exceção. Uma insonia desmotivada, apenas vivida até o último suspiro.
Prefiro a noite não pelo vazio ou pela escuridão. Por isso também. É mais pela sensação de paz. Pela liberdade que a noite tráz. Posso sair da minha casa agora e ir passear na rua, provavelmente ninguém vai saber amanhã. Posso chorar olhando pro céu ou morrer de rir sozinha que amanhã ninguém vai julgar ou indagar meu comportamento.
Na madrugada você pode tudo. Nós podemos tudo. Deve ser por isso, que as festas, geralmente as melhores, duram até o dia clarear. Que é quando as responsabilidades chamam e toda a babaquice recomeça. Euforia e exaltação ficam pra trás.
Na noite escura e fria, você pode ser o que quiser. Um personagem, um animal feroz ou até você mesmo. É na noite que as personalidades se revelam, que os instintos sacanas se mostram.
A noite é produtiva, acelera a criação. Tudo tem mais motivação, já que o caos do dia-a-dia não tem vez. Tá fora de cogitação.
Não se vê trânsitos infernais ou pessoas desocupadas nas ruas. E é então que bichos noturnos, como eu, desabrocham nas madrugadas em busca do perigo.
Madrugada é pura poesia.
Admito, faço isso mais em momentos ruins que bons. Hoje é uma exceção. Uma insonia desmotivada, apenas vivida até o último suspiro.
Prefiro a noite não pelo vazio ou pela escuridão. Por isso também. É mais pela sensação de paz. Pela liberdade que a noite tráz. Posso sair da minha casa agora e ir passear na rua, provavelmente ninguém vai saber amanhã. Posso chorar olhando pro céu ou morrer de rir sozinha que amanhã ninguém vai julgar ou indagar meu comportamento.
Na madrugada você pode tudo. Nós podemos tudo. Deve ser por isso, que as festas, geralmente as melhores, duram até o dia clarear. Que é quando as responsabilidades chamam e toda a babaquice recomeça. Euforia e exaltação ficam pra trás.
Na noite escura e fria, você pode ser o que quiser. Um personagem, um animal feroz ou até você mesmo. É na noite que as personalidades se revelam, que os instintos sacanas se mostram.
A noite é produtiva, acelera a criação. Tudo tem mais motivação, já que o caos do dia-a-dia não tem vez. Tá fora de cogitação.
Não se vê trânsitos infernais ou pessoas desocupadas nas ruas. E é então que bichos noturnos, como eu, desabrocham nas madrugadas em busca do perigo.
Madrugada é pura poesia.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não.
Caio F. Abreu
Tudo isso dói.
Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois.
Para me dar força, escrevi no espelho do meu quarto:' Tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é? ' É o que estou tentando vivenciar.
Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis,becos-sem-saída.
Nada é muito terrível. Só viver,não é?
A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito qualquer de ficar numa boa. O meu tem sido olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir.
Porque não estou fluindo.
Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois.
Para me dar força, escrevi no espelho do meu quarto:' Tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é? ' É o que estou tentando vivenciar.
Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis,becos-sem-saída.
Nada é muito terrível. Só viver,não é?
A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito qualquer de ficar numa boa. O meu tem sido olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir.
Porque não estou fluindo.
(Caio Fernando de Abreu)
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Bela Tendência!
Não são só as cores ou as inúmeras mudanças de trajes (ou a falta deles). O que mais chama a atenção é a crítica. A gozação em si. Todas aquelas modas, antigas ou novas, que fizeram (e/ou fazem) sucesso "representadas" numa espécie de sátira. O sucesso no youtube é tanto, que as visualizações do vídeo desbancam, inclusive, clipes de outras bandas que serviram de chacota.
Claro que quem não é fã, pode enxergar como auto-critica implícita. Ou relembrar que outras bandas internacionais já fizeram o mesmo. Talvez essa seja a nova tendência. A volta dos rebeldes sem causa que vivem a criticar tudo que faz sucesso pra ganhar notoriedade em cima disso. Só que ninguém pode negar que trata-se de um ato ousado. A crítica não se limita aos "Modismos" que viram tendência. Ela vai além. Há uma clara referência a empresários que "descartam" o trabalho do artista e impõem um verdadeiro "Lixo sonoro", baseado no refrão fácil somado ao rostinho bonitinho de quem canta. E o pior é que agrada.
Sem dúvida o Strike renova com um diferencial, recheado de humor e inteligência.
Pra mudar a forma como o público enxerga o cenário musical é preciso que artistas jovens tomem a iniciativa de despertar esse senso crítico. Não dá pra mudar o gosto de uma pessoa com imposição careta. Nenhum(a) jovem vai ouvir MPB da noite pro dia só pra virar cult.
Por outro lado, ver o ídolo, usando a linguagem que este jovem conhece, pra mostrar o quanto os artistas estão vazios, é sim uma tentativa de rompimento com esses modelos.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
don't worry, be happy!
Sorte é ter 12 anos de idade e nenhuma responsabilidade nas costas. Só ir pra escola, fazer o dever e se divertir. Sorte é ser criança e se lambuzar, sem culpa, com uma deliciosa barra do seu chocolate preferido. Felicidade é passar uma tarde na companhia do seu pai, pescando. Ou fazer companhia pra sua mãe nas compras. Brigar com seus irmãos.
O resto, passa.
No amor, aos 12 anos, a gente acha que vai passar o resto da vida sofrendo por aquele amor platônico e tem medo por isso. E chora porque sofre. 12 anos é ter o pensamento confuso. Mais que hormônios, cada parte sua, dentro e fora, está euforica. Quer conhecer o mundo, ir nas festas, virar "porra louca". Você quer abraçar o mundo com braços tão curtos. E tanta inexperiência. Tnatos prós, tantos contras. Toda uma vida pela frente e caminhos de atalhos nada fáceis.
Daí aos 18 não muda nada. Percebe-se que os conflitos e as dúvidas só aumentaram. Chegaram as responsabilidades. As sombrias e inúmeras responsabilidades. É momento de decisão. E aí, que profissão seguir? Estudar pro vestibular ou ir na festa mais bombante do colégio? Escolhas. Sempre elas.
Aos 22, após sua Formatura e possivemente sua escolha profissional, você ainda tem dúvidas. Devo me dedicar ao trabalho e sacrificar minha saúde. E a vida amorosa, a quantas andas? Será que isso existe? Ou o amor é só mais uma bobagem que esquecem de nos ensinar com sinceridade na escola?
O tempo apesar de trazer maturidade (ou nem sempre) não muda nossa essência. Se somos ousados ou tímidos. Loucos ou normais (embora todos tenhamos um pouco dos dois). Alguns costumam ficar mais sérios e serenos com o tempo. Outros cada vez mais infantis.
Feridas profundas não se curam no tempo. Assim como saudades. Mas é tudo uma questão de aprender a lidar. Acredito que maturidade é se descobrir mais forte a cada dia, quando as adversidades aumentam e nossa capacidade de resistência também. Isso não é ser velho, é ter uma alma de criança guardada pra sempre. Com certeza qualquer criança daria esse conselho: não se preocupe, seja feliz!
O resto, passa.
No amor, aos 12 anos, a gente acha que vai passar o resto da vida sofrendo por aquele amor platônico e tem medo por isso. E chora porque sofre. 12 anos é ter o pensamento confuso. Mais que hormônios, cada parte sua, dentro e fora, está euforica. Quer conhecer o mundo, ir nas festas, virar "porra louca". Você quer abraçar o mundo com braços tão curtos. E tanta inexperiência. Tnatos prós, tantos contras. Toda uma vida pela frente e caminhos de atalhos nada fáceis.
Daí aos 18 não muda nada. Percebe-se que os conflitos e as dúvidas só aumentaram. Chegaram as responsabilidades. As sombrias e inúmeras responsabilidades. É momento de decisão. E aí, que profissão seguir? Estudar pro vestibular ou ir na festa mais bombante do colégio? Escolhas. Sempre elas.
Aos 22, após sua Formatura e possivemente sua escolha profissional, você ainda tem dúvidas. Devo me dedicar ao trabalho e sacrificar minha saúde. E a vida amorosa, a quantas andas? Será que isso existe? Ou o amor é só mais uma bobagem que esquecem de nos ensinar com sinceridade na escola?
O tempo apesar de trazer maturidade (ou nem sempre) não muda nossa essência. Se somos ousados ou tímidos. Loucos ou normais (embora todos tenhamos um pouco dos dois). Alguns costumam ficar mais sérios e serenos com o tempo. Outros cada vez mais infantis.
Feridas profundas não se curam no tempo. Assim como saudades. Mas é tudo uma questão de aprender a lidar. Acredito que maturidade é se descobrir mais forte a cada dia, quando as adversidades aumentam e nossa capacidade de resistência também. Isso não é ser velho, é ter uma alma de criança guardada pra sempre. Com certeza qualquer criança daria esse conselho: não se preocupe, seja feliz!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Entorpecido
Hoje sonhei com sua face. E digo face porque a senti nas minhas mãos brutas. Sim, mãos brutas que agiram com violência dentro deste sonho. Talvez seja só saudade. Pode ser sinal de perigo. Estou sofrendo de coração viciado em amar errado. Numa incessante luta pra abandonar o lado tóxico dessa história tão limpa. E quem irá entender a pureza nisso tudo se nem nós chegamos a alguma conclusão satisfatória.
Tem doído te tirar da minha vida. Imaginar outra história ainda é impossível, inaceitável ao meu coração. Mas minha mente sabe que necessito viver aquilo que até você dizia que eu merecia. Quando no fundo, eu me contentaria com o menos ou o nada, desde que eu tivesse você.
Acho que ter o coração apaixonado aprisionou minha alma num labirinto escuro. Não posso voar, não vejo ninguém pra pedir informação sobre a saída.
Já não suporto ouvir sua voz entoando na minha cabeça canções que marcaram nossos momentos. Isso é tão ridículo e tão clichê que eu me sinto um complexo de idiotice sem fim.
E não consigo me livrar. É duro lembrar que em cada momento de ódio eu não consegui odiar a ponto de não te querer.
O mais doloroso, no entanto, é ver o quanto o que eu sinto afeta outros ao meu redor. E não pense que eu te culpo. Só não estou lidando bem com a idéia de não ter você. O tempo há me ensinar a lidar. Não posso viver cometendo o mesmo engano.
domingo, 8 de agosto de 2010
Síndrome de Pierrot
"O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina."
Tô sempre em segundo plano,
seguindo seus passos,
à paisana,
esperando minha vez.
Eu não estou em todos os lugares que você está
eu já nem devo ser a voz dos seus sonhos
mas eu serei o seu amor sem fim.
Secreto sim,
menor, não,
eu serei seu amor sem fim.
Vá negar e errar o quanto queira,
não ficarei a sua espera sempre
mas estarei no seu coração
queira você, ou não.
Dissimule e invente encantos por outros tantos,
mas não esqueça,
não haverá alguém como eu.
Amor assim, só existe um.
Use e abuse da falsa discrição,
minta pensando não me ferir,
me esconda mil pessoas,
mas lembre-se: na multidão ainda estarei em cada lembrança.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Vida Estranha
Não sei porque certos pensamentos surgem do nada. Agora ouvindo uma música do Ed Mota na voz da Maria Gadu e do Tiago Iorc lembrei de tempos remotos da minha vida. Eu tinha uns 13,14 anos e passava um bom tempo em casa, sozinha, assistindo novela e jogando bola na parede. Assim eram minhas noites enquanto o resto da família saía.
Foi assim que eu comecei a escrever, já que minha cabeça fervia de pensamentos confusos e os amigos que eu tinha eram geralmente meninos, da mesma idade que eu, e inevitavelmente despreparados pra me entender. Nessa época eu tinha minhas fitas com músicas gravadas. E esse era meu mundo. Fechado aos outros. E eu me sentia feliz.
Eu via os romances na novela e não tinha sonhos de adolescente em viver aquilo, mas sofria por ver pessoas sofrendo. Ainda que aquilo não passasse de fantasia.
Como eu moro numa cidade pequena, todos os lugares em que morei eu visito com frequência. Acho que nunca lidei bem com essa coisa de passado. Dá angústia pensar. Tanto momentos bons quanto ruins. A maioria dos meus pesadelos acontecem em casas onde já morei. Eu não sei se era pelo jeito fechadão de ser ou algum medo, tipo trauma que eu venha carregando sabe lá desde quando.
Eu tenho uns medos muito doidos. É sério que eu penso que devo ser uma entidade de outro planeta. Tem muitas coisas que acontecem na minha vida e eu não me sinto vivenciando aquilo, eu me vejo como espectadora. Pra se ter idéia, da minha infância eu lembro de como eu era e algumas coisas que marcaram, mas revendo fotos antigas eu não me enxergo ali, naquela pessoa da foto. Estanho, eu sei.
É como se eu visse uma pessoa diferente do que eu sou. Não sei definir se eu era feliz, mas eu tinha meus sonhos, fazia o que tinha vontade. E hoje eu me vejo carregando responsabilidades demais e me divertindo pouco. Meu único prazer tem sido essa vida virtual e não sei precisar até que ponto ela tem sido produtiva. Me rendeu bons amigos e bons vínculos, mas parece ter estagnado boa parte de mim. A vida é estranha, as vezes. E lembrar de como eu era e como e o que me tornei me deixam interrogações. Crise existencial? Nada.. só conflitos, como qualquer pessoa tem.
Foi assim que eu comecei a escrever, já que minha cabeça fervia de pensamentos confusos e os amigos que eu tinha eram geralmente meninos, da mesma idade que eu, e inevitavelmente despreparados pra me entender. Nessa época eu tinha minhas fitas com músicas gravadas. E esse era meu mundo. Fechado aos outros. E eu me sentia feliz.
Eu via os romances na novela e não tinha sonhos de adolescente em viver aquilo, mas sofria por ver pessoas sofrendo. Ainda que aquilo não passasse de fantasia.
Como eu moro numa cidade pequena, todos os lugares em que morei eu visito com frequência. Acho que nunca lidei bem com essa coisa de passado. Dá angústia pensar. Tanto momentos bons quanto ruins. A maioria dos meus pesadelos acontecem em casas onde já morei. Eu não sei se era pelo jeito fechadão de ser ou algum medo, tipo trauma que eu venha carregando sabe lá desde quando.
Eu tenho uns medos muito doidos. É sério que eu penso que devo ser uma entidade de outro planeta. Tem muitas coisas que acontecem na minha vida e eu não me sinto vivenciando aquilo, eu me vejo como espectadora. Pra se ter idéia, da minha infância eu lembro de como eu era e algumas coisas que marcaram, mas revendo fotos antigas eu não me enxergo ali, naquela pessoa da foto. Estanho, eu sei.
É como se eu visse uma pessoa diferente do que eu sou. Não sei definir se eu era feliz, mas eu tinha meus sonhos, fazia o que tinha vontade. E hoje eu me vejo carregando responsabilidades demais e me divertindo pouco. Meu único prazer tem sido essa vida virtual e não sei precisar até que ponto ela tem sido produtiva. Me rendeu bons amigos e bons vínculos, mas parece ter estagnado boa parte de mim. A vida é estranha, as vezes. E lembrar de como eu era e como e o que me tornei me deixam interrogações. Crise existencial? Nada.. só conflitos, como qualquer pessoa tem.
True Colors
Febril eu fiquei depois que você partiu. Sinto meu rosto arder de raiva por cada lembrança e isso é apenas uma parte do tudo.
Frio é como ficou esse coração que bate cada minuto mais apertado.
Me dói ver tantos querendo me ajudar, fazer algo por mim quando nem eu posso. Quando esse vazio instalado parece não ter fim.
Eu sei das suas palavras. Vai dizer que ainda é cedo pra me sentir melhor e que um dia eu irei. Pode ser.
Mudaria algo se eu te contasse que faz um tempnho que já entrei nessa? Faz diferença se eu contar que perdi a conta das noites que passo em claro. Das madrugadas olhando o céu infinito a espera de qualquer coisa. Há tempos que me sinto só e nada tem a mesma graça de antes.
Amanhã será um dia especial pra mim. Um marco em minha vida. Minha Formatura. E eu não tenho vontade alguma em estar ali. Só o farei porque esperam que assim eu proceda.
Andam me cobrando projetos, me perguntando do futuro. Eu mal aguento carregar a vida presente, esse fardo diário cheio de manobras pra enganar a tristeza.
Aho tão injusto me sentir assim quando conheço pessoas que fazem tudo pra me deixar melhor. É que realmente não consigo. Sinto minha paz roubada. Meu mundo gira rápido demais e eu já não acompanho seu ritmo.
Talvez eu embarque em causas nobres. Preciso ajudar alguém, sentir essa existência útil. Senão perigoso eu pirar de vez.
Ah! Escrevi tantos textos desde então, mas não irei postar. Não consigo lê-los. Nem sei ao certo se eles dão conta de exprimirir o que ainda se possa chamar de sentimentos. Não que eu me ache capaz de sentir algo, nesse momento.
Já me enchi de toda essa pieguice, de toda essa tristeza e não tenho idéia de como sair dela. Sinto ódio, raiva e ao mesmo tempo, isso é nada. Se desfaz na poeira do meu dia-a-dia.
O que eu quero mesmo é ir pra algum lugar bem longe de todos e onde eu possa respirar ar puro e passar um fim de tarde todo olhando o pôr-do-sol. E só. Ficar assim pra sempre.
Frio é como ficou esse coração que bate cada minuto mais apertado.
Me dói ver tantos querendo me ajudar, fazer algo por mim quando nem eu posso. Quando esse vazio instalado parece não ter fim.
Eu sei das suas palavras. Vai dizer que ainda é cedo pra me sentir melhor e que um dia eu irei. Pode ser.
Mudaria algo se eu te contasse que faz um tempnho que já entrei nessa? Faz diferença se eu contar que perdi a conta das noites que passo em claro. Das madrugadas olhando o céu infinito a espera de qualquer coisa. Há tempos que me sinto só e nada tem a mesma graça de antes.
Amanhã será um dia especial pra mim. Um marco em minha vida. Minha Formatura. E eu não tenho vontade alguma em estar ali. Só o farei porque esperam que assim eu proceda.
Andam me cobrando projetos, me perguntando do futuro. Eu mal aguento carregar a vida presente, esse fardo diário cheio de manobras pra enganar a tristeza.
Aho tão injusto me sentir assim quando conheço pessoas que fazem tudo pra me deixar melhor. É que realmente não consigo. Sinto minha paz roubada. Meu mundo gira rápido demais e eu já não acompanho seu ritmo.
Talvez eu embarque em causas nobres. Preciso ajudar alguém, sentir essa existência útil. Senão perigoso eu pirar de vez.
Ah! Escrevi tantos textos desde então, mas não irei postar. Não consigo lê-los. Nem sei ao certo se eles dão conta de exprimirir o que ainda se possa chamar de sentimentos. Não que eu me ache capaz de sentir algo, nesse momento.
Já me enchi de toda essa pieguice, de toda essa tristeza e não tenho idéia de como sair dela. Sinto ódio, raiva e ao mesmo tempo, isso é nada. Se desfaz na poeira do meu dia-a-dia.
O que eu quero mesmo é ir pra algum lugar bem longe de todos e onde eu possa respirar ar puro e passar um fim de tarde todo olhando o pôr-do-sol. E só. Ficar assim pra sempre.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
“Se você encontrou outra pessoa, se foi esse o motivo, não me diga, não me conte, que não quero saber. Ainda que a curiosidade venha a me consumir, ainda que eu possa transformar a sua vida em um inferno por demonstrar com ódio todo amor que sempre vou sentir, não me deixe saber, porque eu não posso… eu não agüentaria, seria como te perder mil vezes de novo. Não consigo me sentir mal por saber que prefiro a sua morte a isso. Meu amor não é correto, não é caridoso nem deseja acima de tudo o bem da pessoa amada; o meu amor é egoísta, o meu amor é daqueles irracionais, como são todos os amores verdadeiros e imortais.”
- Sara Lecter -
“Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. ”
passa sozinho, pois cada pessoa é única
e nenhuma substitui outra.
Cada um que passa em nossa vida,
passa sozinho, mas não vai só
nem nos deixa sós.
Leva um pouco de nós mesmos,
deixa um pouco de si mesmo.
Há os que levam muito,
mas há os que não levam nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida,
e a prova de que duas almas
não se encontram ao acaso. ”
Antoine de Saint-Exupéry
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Coisas da Vida Rita Lee
Coisas da Vida
Rita Lee
Quando a lua apareceu
Ninguém sonhava mais do que eu
Já era tarde
Mas a noite é uma criança distraída
Depois que eu envelhecer
Ninguém precisa mais me dizer
Como é estranho ser humano
Nessas horas de partida
É o fim da picada
Depois da estrada começa
Uma grande avenida
No fim da avenida
Existe uma chance, uma sorte
Uma nova saída
São coisas da vida
E a gente se olha, e não sabe
Se vai ou se fica
Qual é a moral?
Qual vai ser o final
Dessa história?
Eu não tenho nada pra dizer
Por isso eu digo
Que eu não tenho muito o que perder
Por isso jogo
Eu não tenho hora pra morrer
Por isso sonho.
domingo, 1 de agosto de 2010
Caminhos
A vida é cheia de mistérios e escolhas. Nem sempre fazemos as melhores escolhas ou partimos rumo ao caminho certo. Mas isso a gente só descobre quando lá na frente, percebe que errou.
Assim também são as pessoas de quem gostamos. Me ensinaram enquanto eu ainda era uma criança que o certo é não fazer com os outros o que eu não gostaria que fizessem comigo. Desde então eu me empenho nisso. As vezes consigo, outras não.
É dificil ser correto e honesto consigo mesmo e com as pessoas ao redor. Muito embora esta seja a atitude mais justa. Não sou assim porque sou legal, as vezes eu sou sacana também. Não me importo tanto assim com as pessoas. Só em relação a sentimentos que eu levo a sério, talvez até demais.
E faço isso porque me ensinaram a ser assim. No meio de tantos defeitos, a ter sempre a dignidiade de poder dizer: eu não enganei ninguém. Tem gente que se vangloria porque pisa em todo mundo. Eu não. Eu sinto vergonha pelas vezes em que não soube expressar direito o que eu sentia e por isso, magoei alguém. Mesmo que a pessoa não merecesse tanta consideração, minha consciência merecia paz. A paz que eu venho buscando em tudo.
Tô aprendendo aos poucos a não exigir das outras pessoas o que eu faço. E é díficil isso. Sempre achei que todos deveriam ser sinceros o tempo todo. Mas ninguém é obrigado a ter certeza do que sente porque eu prefiro que a pessoa seja assim. E isso não é falta de sinceridade. É que as pessoas são diferentes mesmo.
Nem tudo que queremos iremos ter. Vão haver pessoas em nossa vida que serão só amores platônicos, especiais sim, porém impossíveis. Ficarão na memória. Já é alguma coisa.
O problema é quando nos empenhamos tanto em amores impossíveis e deixamos de lado os que podem ser reais. E que realmente trarão prazer. Mas não dá pra advinhar o que será pra valer e o que não será. No fim, a vida é puro risco. Qualquer pessoa pode te interessar em algum momento e mudar suas "verdades absolutas". Ou não. Nem todo mundo é igual.
Os caminhos são incertos, há percursos e percursos. No fundo todos buscam o mesmo. Serem felizes.
Abandonar algo que se ama muito é doloroso, é como perder uma parte de si. Ser abandonado também é. Ser escolhido é um presente, algo que devemos valorizar. Saber que há no mundo alguém que deseja estar apenas contigo é especial. Não importa o quanto essa vontade dure, o jeito é aproveitar antes que acabe. Quem sabe a vontade aumente, quem sabe dure muito tempo. Quem sabe este amor ultrapasse os limites da vida. Quem sabe? Eu ainda não sei.
Preciso amadurecer muito, aprender a controlar meus impulsos, a confiar. Mas eu não me cobro, eu sei esperar o momento certo. Tudo tem seu tempo. Se hoje eu sinto meu coração em pedaços é porque dói perder. Dói pensar no amanhã, sem você. Eu não tenho certeza de nada a não ser que hoje algo em mim está sereno. A outra parte... bom, essa eu prefiro esconder.
Assim também são as pessoas de quem gostamos. Me ensinaram enquanto eu ainda era uma criança que o certo é não fazer com os outros o que eu não gostaria que fizessem comigo. Desde então eu me empenho nisso. As vezes consigo, outras não.
É dificil ser correto e honesto consigo mesmo e com as pessoas ao redor. Muito embora esta seja a atitude mais justa. Não sou assim porque sou legal, as vezes eu sou sacana também. Não me importo tanto assim com as pessoas. Só em relação a sentimentos que eu levo a sério, talvez até demais.
E faço isso porque me ensinaram a ser assim. No meio de tantos defeitos, a ter sempre a dignidiade de poder dizer: eu não enganei ninguém. Tem gente que se vangloria porque pisa em todo mundo. Eu não. Eu sinto vergonha pelas vezes em que não soube expressar direito o que eu sentia e por isso, magoei alguém. Mesmo que a pessoa não merecesse tanta consideração, minha consciência merecia paz. A paz que eu venho buscando em tudo.
Tô aprendendo aos poucos a não exigir das outras pessoas o que eu faço. E é díficil isso. Sempre achei que todos deveriam ser sinceros o tempo todo. Mas ninguém é obrigado a ter certeza do que sente porque eu prefiro que a pessoa seja assim. E isso não é falta de sinceridade. É que as pessoas são diferentes mesmo.
Nem tudo que queremos iremos ter. Vão haver pessoas em nossa vida que serão só amores platônicos, especiais sim, porém impossíveis. Ficarão na memória. Já é alguma coisa.
O problema é quando nos empenhamos tanto em amores impossíveis e deixamos de lado os que podem ser reais. E que realmente trarão prazer. Mas não dá pra advinhar o que será pra valer e o que não será. No fim, a vida é puro risco. Qualquer pessoa pode te interessar em algum momento e mudar suas "verdades absolutas". Ou não. Nem todo mundo é igual.
Os caminhos são incertos, há percursos e percursos. No fundo todos buscam o mesmo. Serem felizes.
Abandonar algo que se ama muito é doloroso, é como perder uma parte de si. Ser abandonado também é. Ser escolhido é um presente, algo que devemos valorizar. Saber que há no mundo alguém que deseja estar apenas contigo é especial. Não importa o quanto essa vontade dure, o jeito é aproveitar antes que acabe. Quem sabe a vontade aumente, quem sabe dure muito tempo. Quem sabe este amor ultrapasse os limites da vida. Quem sabe? Eu ainda não sei.
Preciso amadurecer muito, aprender a controlar meus impulsos, a confiar. Mas eu não me cobro, eu sei esperar o momento certo. Tudo tem seu tempo. Se hoje eu sinto meu coração em pedaços é porque dói perder. Dói pensar no amanhã, sem você. Eu não tenho certeza de nada a não ser que hoje algo em mim está sereno. A outra parte... bom, essa eu prefiro esconder.
Ana Carolina - Mais que a Mim (Part. Especial Maria Gadú)
Ouvi dizer que você tá bem
que já tem um outro alguém
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar
me dar a mão.
Eu chorei sem disfarçar
Quando vi seu carro passar
Vi todo o amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou.
Tentei falar mas você não soube ouvir
Tente admitir!
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.
Encontrei moedas pelo chão
Mas não vi ninguém pra me abraçar
me dar a mão.
Eu chorei sem disfarçar
Quando vi seu carro passar
Vi todo o amor que em mim ainda não passou
Eu já não sei bem aonde vou
Mas agora eu vou.
Tentei falar mas você não soube ouvir
Tente admitir!
Tentei voltar e pude ver o quanto errei
Te amei mais que a mim, bem mais que a mim.
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