domingo, 11 de julho de 2010

Sobre muitas coisas

No meu trabalho eu já vi muita coisa engraçada, diferente, estranha até. Algumas marcaram, outras serão esquecidas. Alguns acertos, muitos erros. Eu lido diretamente com pessoas. Inteligentes, burras. Ricas, pobres. Negras, brancas, amarelas. Pessoas. Algumas delas eu provavelmente agrado, outras nem tanto. Boa parte provavelmente não. Já fiz grandes amigos através do meu trabalho e com certeza criei antipatias por alguma razão.

Todos os dias eu vejo tanta gente diferente que aprendi a lidar, aprendi a identificar seus momentos. Algumas dessas pessoas eu já vi extremamente arrasadas e como dizem, os olhos condenam sim. Muitas vezes eu tive vontade de me aproximar e oferecer uma palavra de conforto, um ombro amigo. Algumas vezes eu fiz, mas poderia ter feito mais.

Tem dias em que eu noto a expressão de cansaço nesses rostos que pra mim são tão familiares. Já presenciei briga de casais, brigas de amigos, namorados. Já presenciei até paqueras.

Uma vez por causa de um simples vídeo que eu publiquei pra uma senhora, despertei a gratidão numa garota em Londres. Pequenos momentos assim em que eu me senti uma grande pessoa. Deu aquela sensação de poder fazer algo por alguém.

Muitas pessoas me perguntam sobre o meu futuro, meus planos. Acho que as vezes quando estamos tão fixados num objetivo egoísta, como quando estamos apaixonados e só fazemos planos a dois, ou quando almejamos um ótimo emprego e nossa vida se resume a isso. O resto do mundo desaparece e nos fixamos nessa limitação de planos, sonhos.

Isso pode até parecer clichê e dane-se, que seja. A vida é curta mesmo. Há meses eu vivia viajando de uma cidade a outra pra estudar. E pensava comigo toda noite, olhando o céu estrelado que aquela poderia ser minha última viagem. Será que todas as pessoas importantes na minha vida saberiam o quanto eu as amava? Muitas vezes eu briguei com alguém e logo me arrependia por medo de perder a pessoa naquele momento ruim entre nós.

Por essas e outras eu me pego pensando que a única coisa valiosa na vida é o que fazemos pelo outro. Nada de pregação religiosa, de amor ao próximo. Nem essa baboseira de fazer o bem e ganhar o paraíso. Não é isso. É que não existe dinheiro ou riqueza que pague essas pequenas alegrias do dia-a-dia em promover algo bom na vida de alguém.

Não sei se estou no auge da loucura ou da viagem nos meus insanos e filosóficos pensamentos, mas eu trocaria amores e luxo por um bem maior.

Acho que não vim ao mundo por acaso, nem pra ser igual a essa maioria tão superficial. Eu gosto de ver a essência das pessoas. E gosto de ser essência também.